O Comando de Greve Estudantil, movimento estudantil suprapartidário da Uneb, convida a comunidade da Uneb para o debate
Professores e alunos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) se reuniram ontem, às 15 horas, no Departamento de Ciências Humanas (DCH), para discutir os problemas referentes à Uneb. Osmar Moreira, professor de literatura da Uneb-Alagoinhas, esteve presente no encontro no intuito de debater sobre as condições atuais e os possíveis futuros da Universidade.
Criada em 1983, a Uneb não consegue, ainda, manter o tripé (pesquisa, ensino e extensão) necessário para que uma universidade seja consolidada como tal. Segundo Osmar, a produção científica na Uneb ainda é incipiente. “A Uneb hoje é praticamente ensino e, sendo assim, não pode gerar conhecimentos. Se não tem pesquisa não tem conhecimento”, enfatiza o professor.
Os anseios por uma universidade pública de qualidade não foram manifestados somente pelo professor Osmar Moreira. Em número muito reduzido, graduandos e mestrandos se posicionaram diante dos problemas da Uneb e da greve. O estudante de pedagogia, Roque Lima, diz que um dos grandes obstáculos que dificultam as discussões e o envolvimento dos estudantes na greve é a estrutura multicampi da instituição. Para o discente, não está existindo entre os campi uma comunicação que tente tornar uma ideia posicionada, firme dos estudantes sobre a greve. “Um campus é contra. O outro é a favor”.
Roque Lima afirma que os contrários à greve estão pensando, sobretudo, nos interesses individuais e esquecendo os interesses coletivos. Para esses, o que importa não é a qualidade da educação e os caminhos que a universidade está seguindo, mas sim, o “canudo”, diz o graduando. Ele pontua, também, essa mesma condição para o núcleo dos professores. Roque fala que são muitos professores que não querem a greve por causa dos cortes salariais.
As reivindicações e os descontentamentos dos alunos em relação à Uneb são grandes. Construção do Restaurante Universitário e da residência são algumas delas. Por parte dos professores, eles afirmam que está havendo uma desqualificação da classe por parte do governo estadual.
Osmar Moreira agradeceu pelo convite, já que, para ele, a iniciativa de ligar os estudantes e professores para o debate é muito boa. Segundo ele, no geral, há uma hierarquização das categorias, onde cada grupo defende as próprias necessidades.
Membros do comando estudantil reitera a ideia do professor e convida a comunidade da Uneb para participar dos debates em defesa da construção de uma universidade de qualidade.
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