Total de visualizações de página

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Todos aos ato público na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, dia 31/05, terça-feira, às 10 h.

Prezados professores da UNEB:

Assim como se cortou, há dois meses, o salário dos professores das outras três UEBA, o governo de Jaques Wagner acaba de cortar, também, os salários dos professores da UNEB. Portanto, para o bem e para o mal, ou para além do bem e do mal, todos, indiscriminadamente, estão na greve.

O que fazer?
Aguardar calado e esperar que a turba do Campus I venha para a próxima assembléia desesperadamente acabar com a greve?
Juntar-se a turba do Campus I e vir também, desesperadamente, acabar com a greve?
Indgnar-se como servidor público – que não tolera mais truculências de governo, nem o fim da estabilidade do servidor público – e entrar na luta, com o movimento docente, para denunciar isso em todas as instâncias?

Lembre-se: vir acabar com a greve por causa do salário cortado e não refletir sobre o possível corte de sua própria vida trabalhista – enquanto servidor público – é enxergar pouco e não acreditar em si-em-movimento e no movimento docente!

Prezados estudantes da UNEB:

O Decreto 12.583 incide diretamente sobre e contra o investimento em casas de estudantes, restaurantes universitários, laboratórios, viagens para congressos, encontros, ou seja acaba com a interação científica e cultural nas universidades e arrebenta de vez com os projetos pedagógicos de seus cursos que, com o novo currículo, exigem, entre tantas coisas, as Atividades Científicas Complementares.

Questões:  que condições vocês terão – com essa atitude truculenta do governo Wagner – de concorrer em concursos, jornadas, etc., em igualdade de condições com seus colegas de outras universidades?

Se seus bolsos não estão sendo afetados – com os corte de salário, a exemplo de nós professores – é a vida universitária de vocês que está sendo ceifada, alijada, atrofiada.

Juntem-se aos professores nessa luta!

Todos aos ato público na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, dia 31/05, terça-feira, às 10 h.

Organizem-se, em caravanas, faça um cartaz em papel a4, a3, a2 expressando sua indignação e entrem em contato com a ADUNEB (ver telefone abaixo), que providenciará transporte.

Saudações libertárias!

Osmar

Palavras-chave para se entender a falta de política para o magistério superior na bahia, governada pelo petista jaques wagner


palavra-chave nº 1
para servir bem o capital e ajustar-se a sua lógica,
começa por confundir o chão da escola pública com o chão da fábrica
consequência 1:
em vez de o estado – e seus servidores – se constituir em mediação crítica entre o capital e a sociedade civil e ter como utopia a distribuição da riqueza e a emancipação humana, tem-se, ao contrário, um estado pactuado com banqueiros e empresários e a distribuição das migalhas distribuídas aos servidores públicos, principalmente os professores universitários, considerados agora como cães desprezíveis.
palavra-chave nº 2
o decreto 12.583 simplesmente joga na lata do lixo o estatuto do magistério superior conquistado a duras penas
professores não devem mais progredir de auxiliar A para auxiliar B
de auxiliar para B para assistente A
de assistente A para assistente B
mesma paralisia para adjuntos e titulares
além de não progredir
também não devem sair para se qualificar
e saiu para qualificar
quando voltar não deve progredir, deve permanecer onde está
consequência nº 2
além de estrangular o professor-servidor, jogar no lixo o estatuto do magistério superior, acaba com o sentido da formação permanente na cultura científica e acadêmica.
refrão
professores, estudantes, técnicos, deixem de ver a greve pela tv
venha pro front
se não você não vê

palavra-chave nº 3
viagens de estudantes para congressos
aumento de recursos para bolsas de ensino, pesquisa e extensão
aumento de recursos para manutenção de casas de estudantes, criação e manutenção de restaurantes universitários
tudo isso para o governador é problema de gestão
mas e se o reitor resolver soltar todos os processos o que ocorrerá nas secretaria de educação e na secretaria de administração?
prenda todos os processos aí
indefira todos os processos aí
consequência:
além de jogar no lixo o estatuto do magistério superior, joga no lixo também, os projetos pedagógicos dos cursos universitários, que exigem, com a reforma curricular, que os estudantes interajam com os seus pares através de encontros, congressos, festivais
refrão
professores, estudantes, técnicos, deixem de ver a greve pela tv
venha pro front
se não você não vê

palavra-chave nº 4
além dessa destruição da universidade e sua vida científica e cultural, as últimas investidas do governo estimulam a capitulação completa das lideranças sindicais:
basta apenas que nos contentemos com a incorporação da CET – que a rigor não beneficia nenhum professor - e esqueçamos as palavras -chaves anteriores: universidade pública que virou fábrica + professor estrangulado + currículos engessados.
refrão
professores, estudantes, técnicos, deixem de ver a greve pela tv
venha pro front
se não você não vê!

Prof. Osmar Moreira

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Movimento apresenta proposta de negociação ao Governo



foto: Emiriene Costa
Em mais uma rodada de negociação com o governo na tarde de ontem, 23 de maio, o movimento docente unificado apresentou uma proposta de negociação (veja aqui) em relação às duas pautas de reivindicação da categoria: fechamento da campanha salarial 2010 sem a condição do congelamento dos salários por 04 anos e a abertura das negociações sobre o decreto 12.583/11.
A proposta segue os princípios fundamentais estabelecidos pela Assembleia Geral dos professores da UNEB, dos quais o movimento unebiano não abre mão na Mesa de negociação: a categoria não aceita qualquer termo que amordace o movimento e defende como elemento essencial da pauta de reivindicação a abertura imediata das negociações sobre o Decreto 12.583/11.
Amanhã, 25 de maio, às 10h, na SEC, haverá uma nova rodada de negociação e o governo apresentará sua resposta.



Fonte: ADUNEB

sábado, 21 de maio de 2011

A Educação na Bahia, segundo os professores

No dia 28 de abril, como desculpa para o corte dos salários, o Governo da Bahia divulgou amplamente um informe publicitário na tentativa de jogar a opinião pública contra o movimento grevista das quatro universidades estaduais baianas.
Uma leitura rápida nos dados apresentados parece indicar a insolência de docentes em greve desde o início daquele mês. A opinião pública merece uma versão mais contundente do panorama em que se encontram as universidades públicas baianas.
O governo Wagner balburdia incrementos de 87% nos orçamentos das universidades, mas amplia apenas 22% na cota orçamentária das quatro universidades, no período de seu primeiro mandato, saindo de 3,99% da Receita Líquida de Impostos (RLI), em 2006, para 4,87%, em 2010.
O próprio governo anunciou que as matrículas em graduação e pós-graduação, juntas, cresceram 40%. Então, de quem foi o esforço? Qual infra-estrutura contempla essa discrepância? E se somarmos mais seis novos cursos de mestrado e três de doutorado, então?
Os insolentes são mesmo irresponsáveis ou estão pagando a expansão com suor próprio e sem direito a exercerem seu direito de reivindicação política assegurado na Constituição Federal, ou seja, a greve, quando todos os esforços de negociação se esgotam?
O piso salarial da categoria docente é de R$ 746,52 por 20h semanais de trabalho. Como divulgar ganhos reais de 18% e se esquecer de que esse piso já foi de 2,2 salários-mínimos, em 1998, mas se mantém abaixo de 1,4 salários-mínimos no governo Wagner?
Toda a remuneração docente está vinculada ao piso salarial. Por isso, o salário pago pelo governo Wagner está entre os piores salários de todo o nordeste brasileiro, apesar da Bahia ser o Estado de maior PIB na região, e o sétimo do país.
A campanha salarial de 2010 dos docentes das IES foi protocolada junto ao Governo do Estado ainda em novembro de 2009. Treze meses após o início das negociações, no documento a ser assinado pelas Associações Docentes para fechar o acordo, em novembro de 2009, o Governo impôs à categoria docente uma cláusula restritiva que amordaça o movimento docente até o final do governo Wagner, ou seja, até 2015! Pode?
Diálogo pressupõe uma argumentação e contra-argumentação. No caso de instituições públicas e de gestões públicas, o diálogo impõe a resolução negociada dos conflitos políticos. Mas o governo Wagner encaminha, para as reuniões, técnicos sem autorização para negociar e sem poder de decisão, que apresentam como bússola de navegação apenas números, fechando os olhos para as condições estruturais das universidades e a importância estratégica destas para o desenvolvimento do Estado da Bahia.
O Governo impõe as regras e obriga as universidades a obedecerem, a exemplo do Decreto nº 12.583/11 juntamente com a Portaria nº 001, publicados em fevereiro de 2011.
Por este subterfúgio, o governo Wagner viola a Autonomia Universitária, princípio consagrado na Constituição do Estado da Bahia e na Constituição Federal da República Federativa do Brasil.
Os recursos são contingenciados, atrasando ou mesmo reduzindo os repasses mensais de recursos. A política do pires, tão denunciada pela pelos deputados petistas na era ACM, está agora consolidada.
A intervenção estadual chegou ao ápice com as mudanças de regime de trabalho ou de promoção na carreira, pois agora demoram mais de ano para se efetivarem. Retroatividade garantida em Lei? Quem sabe mediante a justiça?
Essas e outras decisões – como a contratação e renovação de contratos de professores substitutos e visitantes, atendendo a resoluções de seus conselhos e ao Estatuto do Magistério Superior do Estado da Bahia – passam agora pelo Conselho de Política e Recursos Humanos (COPE), órgão interventor e burocrático.
O movimento docente tem denunciado a fuga de um contingente expressivo de mestres e doutores para outras instituições de ensino superior porque esses não encontram nem condições adequadas de trabalho nem remuneração equivalente ao padrão de uma universidade pública. Os insolentes matam um leão por dia!
Não estaria o governo Wagner transformando docentes em máquinas de indústrias de fundo de quintal?
Há quatro anos, o movimento docente debate a necessidade de ampliar a cota orçamentária para 7% (sete por cento) da Receita Líquida de Impostos (RLI) para desafogar as demandas reprimidas das universidades: mais salas de aulas; salas para professores; sistemas de informação e comunicação – adequados para o mundo competitivo da produção científica e da inovação tecnológica -; incluindo bibliotecas com espaço e acervos minimamente condizentes com a qualidade dos cursos; laboratórios devidamente equipados; contratação de professores substitutos; concurso público e promoção na carreira docente; remuneração e carreira dignas para os servidores técnico-administrativos e recursos para efetivo atendimento às demandas do movimento estudantil, incluindo as diversas políticas para redução da evasão e democratização da universidade pública.
O governo Wagner responde aos desafios das complexidades do mundo do trabalho e da universidade pública, gratuita e de qualidade com o maniqueísmo dos dados e a malvadeza no poder. Qual será o próximo retrocesso? O pão e circo?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Greve na UNEB continua e se fortalece.

Reunidos em Assembleia Geral na manhã de hoje, os professores reafirmaram dois princípios fundamentais que o movimento não abre mão durante as negociações com o Governo: a categoria não aceita qualquer termo que amordace o movimento e defende como elemento essencial da pauta de reivindicação a abertura imediata das negociações sobre o Decreto 12.583/11. Na segunda-feira, 23 de maio, às 14h, haverá mais uma rodada de negociação com o Governo e o comando de greve da UNEB irá reafirmar esses princípios. A assembleia deliberou, para este mesmo dia, a realização de um ato, também às 14h, em frente à Secretária de Educação.

O clima da assembleia foi de que a greve na UNEB se fortalece cada vez mais, o que demonstra o acerto da decisão de deflagração do movimento no dia 26 de abril.


Fonte: Aduneb

Professores realizarão ato no Iguatemi nesta sexta

Como parte do calendário de mobilização do movimento grevista, os professores da UNEB em conjunto com os professores das demais Universidades Estaduais, estudantes e servidores realizarão um ato na próxima sexta-feira, 20 de maio, no Iguatemi, às 15h. A concentração será na Praça em frente ao Shopping Iguatemi. O Arraiá das UEBA, temática do ato, tem como objetivo denunciar à sociedade baiana os reais problemas enfrentados pelas Universidades Estaduais e explicar as razões da greve. Chega de dançar no Arraiá da Enrolação! Traga seu chapéu de palha, vista uma camisa vermelha e venha dançar no Arraiá das UEBA.  Na sexta – feira, antes do ato no Iguatemi, haverá uma assembleia geral para avaliar os rumos do movimento e a última reunião de negociação com o governo que aconteceu no dia 16 de maio (veja matéria abaixo). A assembleia será às 08:30h, no Teatro UNEB, campus I – Salvador. (veja aqui o Edital).  Amanhã, quinta-feira, será o Dia de Luta contra o Decreto 12.583/11. Na UNEB campus I, o comando de greve irá realizar um debate, às 14h, no auditório do Departamento de Educação, sobre os impactos do decreto na Universidade do Estado da Bahia. O debate é aberto a toda comunidade acadêmica e contará com a presença de membros da administração central, estudantes e servidores. Nos demais campi, os professores farão visitas à imprensa para explicar à população os impactos dos decretos e os prejuízos causados para a Educação Baiana.         

Fonte: ADUNEB

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Professores respondem às declarações do secretário da educação

Após as declarações dadas ao telejornal Bahia Meio Dia, da Rede Bahia (veja a postagem Secretário fala sobre a greve docente) feitas pelo Secretário de educação, Osvaldo Barreto, os professores, representados por Gean Santana, coordenador do Fórum de Professores, rebate as informações apresentadas pelo secretário no mesmo telejornal e cita vários outros problemas vivenciados nos campi da UNEB e em outras universidades estaduais da Bahia por docentes, discentes e técnicos.
Ao final da matéria o âncora Fernando Sodake lê resposta da acessoria de comunicação do secretário  que ratifica as informações dadas por ele quanto a remuneração paga aos professores em regime de Dedicação Exclusiva (D.E) contudo, o último concurso para professor adjunto em regime de dedicação exclusiva (veja edital aqui), tendo o període de incrição ocorrido entre os dias 19/01/2011 a 14/02/2011, a remuneração paga era de R$ 6.544,31 (seis mil quinhentos e quarenta e quatro reais e trinta e um centavos) muito aquém ao oferecido pela UFBA no concurso que teve inscrições abertas no período de 04/01/2011 a 02/02/2011 (veja edital aqui) na qual a remuneração do cargo de Professor Adjunto, regime de trabalho Dedicação Exclusiva - DE, é de R$ 7.333,67 (sete mil trezentos e trinta e três reais e sessenta e sete centavos).
 A resposta dada pelos professores pode ser vista no link abaixo:


Comando de Greve Estudantil

Desabafo de mais um estudante...

Meu nome é Josane Silva Souza, aluna do curso de Letras com habilitação em Língua Espanhola da UNEB – Universidade do Estado da Bahia – Salvador. Há basicamente 1 (um) mês os professores das três Universidades Estaduais da Bahia (UESB, UEFS, UESC) deflagraram greve, e dias após os professores da UNEB. Eu sei, vocês vão falar que isso não é novidade, mas é novidade sim minha gente, muitas pessoas em nosso interior baiano não sabem disso, não sabem porque os professores estão em greve, afinal a maior parte da mídia baiana  está sendo manipulada de forma que esta notícia que deveria indignar a população que paga os impostos para manter nossas Universidades da melhor maneira para nos atender, TEVE QUE PARAR  suas funções, porque temos no nosso governo, um governador que é incapaz de olhar para nós, de entender qual a nossa realidade, e o que de fato precisamos: ENSINO DE QUALIDADE.  O nosso governador foi à mídia dizer que o governo dele é quem repassou o maior número de recursos para as nossas Universidades, mas onde está este dinheiro dentro da Universidade que eu não vejo? Porque a Universidade que eu estudo, não temos um Restaurante Universitário, nossa biblioteca, chamada de Biblioteca Central, é chamada por mim de cubículo (porque é impossível atender todos os alunos da UNEB e  às pessoa da comunidade) faltam materiais didáticos e ficou 1 (um) ano sem o funcionamento do  ar condicionado, onde era impossível estudar por conta do calor. Temos um ginásio de esportes que nunca acaba sua construção e nem vejo pedreiros lá, temos duas quadras que se alguém cair jogando bola vai se machucar, porque a bendita quadra não tem infraestrutura alguma.  A quantidade de bolsas de auxílio estudantil e pesquisas são pouquíssimas em relação à quantidade de alunos, e falta laboratórios em todos os departamentos dificultando a nossa aprendizagem. Para vocês terem noção, eu tenho aulas em um lugar denominado “Puxadinho”, nós do curso de Letras não temos um prédio decente, estudamos em salas, onde antes disso era o biotério da faculdade, o teto é de metal e quando chove não conseguimos assistir aula por conta do barulho, e temos que ficar saindo da sala o tempo todo para pedir ao professor da sala ao lado para falar baixinho porque a acústica das salas não permite que dois professores deem aula ao mesmo tempo em seu tom de voz normal. Por isso, EU COMO ALUNA CONVIDO O GOVERNADOR JAQUES WAGNER A CONHECER A UNEB – CAMPUS I e se interar do que acontece lá dentro, vamos governador dá um passeio pelas dependências da UNEB? E  se o senhor tiver filhos, me responderá se é nesse tipo de estrutura que o senhor gostaria que ele estudasse, se o senhor gostaria de ver que o seu filho está prestes a trancar a faculdade porque não tem condições financeiras de continuar os estudos e seu governo não faz nada para isso ser diferente.  Eu escolhi ser professora governador, pois é onde acredito que farei a diferença na sociedade. Venho de família humilde e sem instrução, e não quero que os meus filhos passem pelo o que passei, tenham a educação escolar que tive, por isso quero ser professora governador, porque tenho sonhos de contribuir para que nossas crianças possam ir para escola e voltar para casa com sua aprendizagem de qualidade garantida, mas eu pergunto ao senhor, como farei isso com esta formação que eu estou tendo? Continuar empurrando com a barriga como muitos outros professores das redes públicas tem feito? NÃO, eu não aceito isso, eu quero o que é meu por direito, quero ensino de qualidade dentro da minha Universidade para que eu possa retornar isso para a comunidade que também paga os impostos que deveriam garantir que eu seja uma profissional com qualidade. Por isso eu digo, eu apoio a GREVE DOS PROFESSORES, primeiro porque é de direito,  segundo porque é justa e terceiro, porque EU QUERO SER PROFESSORA.  Não assassine nossas universidades, deixe que ela cumpra com seu papel, e se não sabe qual é o papel dela, procure se informar!

Salvador, Bahia – 19 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Secretário fala sobre a greve docente

Na última terça-feira, dia 17 de maio, o Secretário de Educação do estado da Bahia, Osvaldo Barreto, concedeu entrevista ao jornal da Rede Bahia, Bahia Meio Dia.
Na oportunidade, o secretário informou que a proposta do Governo, rejeitada pelo comando de greve, prevê um reajuste de aproximadamente 4,5% mais a inflação de cada ano para cada anao, resultando num ganho real de 18% por ano. Afirma ainda que o salário inicial de um professor D.E (Dedicação Exclusiva) é superior ao pago, na mesma condição, pela UFBA.
Barreto destaca a demora na qual o comando de greve responde às propostas do Governo, segundo ele, "o tempo é um elemento fundamental para não prejudicar os alunos" e, por conta disso, "[os professores] não podem ficar a cada de negociação levando dez, quinze dias para voltar a ter uma resposta." 

Para assistir a matéria completa, acesse o link abaixo:

http://g1.globo.com/videos/bahia/v/secretario-da-educacao-da-bahia-fala-sobre-as-greves-nas-universidades-estaduais/1511617/#/Bahia%20Meio%20Dia/page/2

Fonte: G1 Bahia

Vitória

TRIBUNAL DE JUSTIÇA ORDENA PAGAMENTO DE SALÁRIOS

Na tarde de ontem, 17 de maio, o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça concedeu liminar favorável ao movimento grevista. Segundo o Desembargador GESIVALDO BRITTO, relator do processo, a greve é um direito fundamental, de cunho social, garantido a todos os trabalhadores. Neste sentido, o desembargador deferiu que o governo deve efetivar o pagamento “dos vencimentos dos docentes na forma usual, principalmente no que concerne ao mês de Abril/2011, bem como o restabelecimento do atendimento/acesso ao PLANSERV, desde que conveniados, fixando, de logo, a multa pecuniária de R$ 5.000.00 (cinco mil reais) por dia em caso de descumprimento desta ordem judicial, independentemente das sanções penais decorrentes da resistência injustificada”.

A liminar é uma resposta do Tribunal da Justiça da Bahia em função do mandado de segurança da ADUNEB contra o Governo Estadual que já cortou os salários dos professores da UEFS, UESB e UESC e ameaça cortar dos profesores da UNEB.

A decisão do Tribunal Pleno é uma vitória do movimento docente que tem conquistado apoio da população baiana. No entanto, o governo ainda pode recorrer da decisão e certamente o fará, assim como fez em 2007. A continuidade das mobilizações é fundamental para arrancarmos ainda mais vitórias!  VEJA ABAIXO A LIMINAR.
A liminar está disponível também no site do Tribunal de Justiça da Bahia. http://www2.tjba.jus.br/diario/diarios/479/479_caderno1.pdf

TRIBUNAL PLENO

MANDADO DE SEGURANÇA Nº 0006403-87.2011.805.0000-0
ORIGEM: COMARCA DE SALVADOR
IMPETRANTE: ADUNEB- ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
ADVOGADO: MOISÉS DE SALES SANTOS
IMPETRADOS: GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA
SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA
REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
RELATOR: DES. GESIVALDO BRITTO

D E C I S Ã O

Tratam estes autos de Mandado de Segurança impetrado pela ADUNEB-ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA em face de ato coator cuja prática reputa ao GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA, SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA e ao REITOR DA UNIVERSIDADE DA BAHIA.

Informa a Impetrante que, na qualidade de substituta processual dos docentes da UNEB, vêm se opor  contra o ato coator de corte das verbas salariais dos professores grevistas, bem como da suspensão automática do PLANSERV, consoante greve deflagrada na data de 26/04/2011.

Assim sendo, alega violação a direito líquido e certo da categoria, já que o direito de greve constitui-se em instrumento basilar de pressão para a obtenção de direitos amparados pela Carta Magna, bem como faz alusão ao caráter alimentar impenhorável dos vencimentos e a eventuais danos irreversíveis decorrente do corte ao acesso no PLANSERV- Plano de Saúde dos Servidores Estaduais.

Diante do exposto, requer a antecipação dos efeitos da tutela para abster o desconto salarial dos dias paralisados, o restabelecimento do atendimento dos docentes e seu dependentes ao PLANSERV, bem como a determinação de bloqueio dos recursos depositados em favor do Estado correspondente a folha de pagamento dos docentes, requerendo, ao final, a concessão definitiva da segurança com a confirmação da medida liminar.

É o relatório.

Decido.

Na espécie, vislumbra-se a busca pela proteção de diversos direitos fundamentais, dentre eles o direito à greve, o direito à saúde e vida, este o mais valioso bem salvaguardado pela Constituição Federal e que, por esta razão, considerando-se a ameaça e urgência apresentadas, como demonstrado na exordial, impõe-se para a sua proteção o imediato deferimento do pleito liminar.

A CRFB/1988 em seu art. 6º define o direito à saúde como fundamental, e, no mesmo texto, o art. 196 preleciona que "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação."

Portanto, além de fundamental, o direito em voga é de atuação positiva do Estado, ou seja, o Poder Público tem obrigação de agir no sentido de prestar a todo cidadão brasileiro, principalmente os que demonstrem necessidade, todos os serviços médicos disponíveis e essenciais para a preservação da dignidade humana, motivo pelo qual não resta plausibilidade no corte ao acesso ao Plano de Saúde mantido pelo Estado, devendo seus conveniados ter restabelecido de imediato o atendimento médico hospitalar.

Ademais, a Constituição Federal também consagra, dentre os direito sociais, o direito à greve, caracterizado como verdadeira liberdade positiva, de observância obrigatória em um Estado Social de Direito, tendo por finalidade, no caso em comento, a reivindicação de compromissos antigos, não podendo ser restringido ou impedido seja por legislação infraconstitucional ou por qualquer das Autoridades Impetradas.

Portanto, o direito de greve além de ser um direito fundamental, de cunho social, também é garantido constitucionalmente a todos os trabalhadores, sejam empregados (CF/88, art. 9º), sejam servidores públicos (CF/88, art. 37, inciso VII).

Ademais, de nada adianta reconhecer que o direito de greve para os servidores públicos existe e é assegurado pela Constituição Federal, como se pode aferir de inúmeros julgados dos nossos tribunais, se o seu exercício não é permitido, ou, se exercido, é penalizado. Não é razoável que um direito reconhecido e não regulamentado há mais de dezoito anos, não possa ser exercido. Não é razoável que, inobstante isso, o seu exercício venha acompanhado de descontos salariais recebidos como legais e irrepreensíveis pela maioria das decisões judiciais.

Assim sendo, diante da urgência que se arvora, cuja espera poderá gerar resultado prejudicial e irreversível, verifica-se claramente a existência de prova inequívoca a sustentar a concessão da tutela requerida, ao que se soma o perigo da demora e a irreversibilidade na perda de um direito que não seja aqui resguardado.

Ressalte-se, contudo, em que pese o Diploma Processual Civil em seu artigo 461 autorizar o julgador a adotar medidas necessárias a fim de dar efetividade à tutela jurisdicional, dentre elas o bloqueio de valores que, no caso em comento, restou pleiteado através de bloqueio de recursos em favor do Estado, tal pedido não merece acolhimento em face da reversibilidade da tutela ora deferida não persistindo a possibilidade de execução direta por expropriação mediante sequestro de dinheiro ou de qualquer outro bem público.

Desta forma, estando presentes os requisitos necessários e com supedâneo nos artigos 273 do CPC e art. 1º, inc. III c/c art. 5º, 6º e 37, inc VII da CRFB-1988, defiro parcialmente a antecipação de tutela, ou seja a liminar requerida, para determinar que os Impetrados se abstenham de efetuar qualquer desconto dos dias parados em virtude do movimento grevista, devendo efetivar o pagamento dos vencimentos dos docentes na forma usual, principalmente no que concerne ao mês de Abril/2011, bem como o restabelecimento do atendimento/acesso ao PLANSERV, desde que conveniados, fixando, de logo, a multa pecuniária de R$ 5.000.00 (cinco mil reais) por dia em caso de descumprimento desta ordem judicial, independentemente das sanções penais decorrentes da resistência injustificada.

Assim sendo, determino a notificação das Autoridades Impetradas, encaminhando-lhes a segunda via apresentada, a fim de que prestem as informações no prazo de dez dias, conforme dicção do inc. I, art. 7º da Lei nº 12.016/09.

Intime-se, pessoalmente, o Representante Judicial do Estado da Bahia, para os fins do disposto no inciso II, do art. 7º da Lei nº12.016/09.

Após cumpridos os procedimentos supra e finalizado o prazo, com ou sem o recebimento de informações, encaminhem-se estes autos à douta Procuradoria de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.
Salvador-Ba, maio 17, 2011.

DES. GESIVALDO BRITTO
RELATOR

Fonte: Aduneb

Uma fala de todos!!!

sábado, 14 de maio de 2011

A GREVE CONTINUA

Em assembleia realizada no dia 13 de maio de 2011, os professores da UNEB decidiram pela manutenção  da greve sem nenhuma intervenção contrária a sua continuidade.
Decisão semelhante foi tomada pelos docentes da UEFS. Na assembleia ocorrida no dia 12 de maio de 2011 os professores decidiram em manter a greve também sem nenhum questionamento a respeito da sua continuidade.
Quanto a reunião da próxima segunda (16/05) com o governo, os professores da UEFS decidiram, com um voto contra e cinco abstenções, manter a proposta pela retirada da cláusula do acordo salarial que congela os salários por quatro anos. A compreensão foi de que, na prática, o governo não apresentou uma nova proposta, mas apenas reescreveu a cláusula. Esta reunião faz parte do calendário de mobilização das representações docentes das UEBas. A reunião está marcada para às 14h na SEC. Na ocasião, o movimento grevista das quatro universidades realizará um ato público em frente à Secretaria.
 No próximo dia 20/05 (sexta-feira) a Aduneb está organizando um ato público no Iguatemi, às 15h. O ato é unificado com o movimento grevista das outras 3 Universidades Estaduais.

Fonte: Aduneb e Adufs

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Professores e alunos da Uneb utilizam o momento da greve para discutir sobre os rumos da Universidade

O Comando de Greve Estudantil, movimento estudantil suprapartidário da Uneb, convida a comunidade da Uneb para o debate

Professores e alunos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) se reuniram ontem, às 15 horas, no Departamento de Ciências Humanas (DCH), para discutir os problemas referentes à Uneb. Osmar Moreira, professor de literatura da Uneb-Alagoinhas, esteve presente no encontro no intuito de debater sobre as condições atuais e os possíveis futuros da Universidade.
Criada em 1983, a Uneb não consegue, ainda, manter o tripé (pesquisa, ensino e extensão) necessário para que uma universidade seja consolidada como tal. Segundo Osmar, a produção científica na Uneb ainda é incipiente. “A Uneb hoje é praticamente ensino e, sendo assim, não pode gerar conhecimentos. Se não tem pesquisa não tem conhecimento”, enfatiza o professor.
Os anseios por uma universidade pública de qualidade não foram manifestados somente pelo professor Osmar Moreira. Em número muito reduzido, graduandos e mestrandos se posicionaram diante dos problemas da Uneb e da greve. O estudante de pedagogia, Roque Lima, diz que um dos grandes obstáculos que dificultam as discussões e o envolvimento dos estudantes na greve é a estrutura multicampi da instituição. Para o discente, não está existindo entre os campi uma comunicação que tente tornar uma ideia posicionada, firme dos estudantes sobre a greve. “Um campus é contra. O outro é a favor”.
Roque Lima afirma que os contrários à greve estão pensando, sobretudo, nos interesses individuais e esquecendo os interesses coletivos. Para esses, o que importa não é a qualidade da educação e os caminhos que a universidade está seguindo, mas sim, o “canudo”, diz o graduando. Ele pontua, também, essa mesma condição para o núcleo dos professores. Roque fala que são muitos professores que não querem a greve por causa dos cortes salariais.
As reivindicações e os descontentamentos dos alunos em relação à Uneb são grandes. Construção do Restaurante Universitário e da residência são algumas delas. Por parte dos professores, eles afirmam que está havendo uma desqualificação da classe por parte do governo estadual.
Osmar Moreira agradeceu pelo convite, já que, para ele, a iniciativa de ligar os estudantes e professores para o debate é muito boa. Segundo ele, no geral, há uma hierarquização das categorias, onde cada grupo defende as próprias necessidades.
Membros do comando estudantil reitera a ideia do professor e convida a comunidade da Uneb para participar dos debates em defesa da construção de uma universidade de qualidade.